terça-feira, 5 de abril de 2016

Gênese geoeconômica do território brasileiro



A colonização que ocorreu no Brasil foi a de exploração. Os portugueses exploraram o nosso pau-brasil, mandando  para Portugal. A nossa população foi formada peno índios, que já habitavam o território, pelos portugueses, que colonizaram, e pelos negros africanos, escravos que vieram para colonizar.Isso ocorreu no século XVI.
A cana-de-açúcar - – Séculos XVI e XVII – teve inicio de seu cultivo no  Litoral do Nordeste, nos atuais Estados de Pernambuco, Paraíba, Sergipe e Bahia, além de pequenas áreas no litoral do Estado do Rio de Janeiro e de São Paulo – DESTINO DA PRODUÇÃO: Mercado europeu, comercializado via Portugal devido ao pacto colonial,. O açúcar tornou-se principal atividade de exploração ,sua produção era controladaem Salvador por essa razão Salvador tornou-se principal centro e primeira capital do Brasil. A cana de adaptou bem no nordeste devido ao clima úmido da zona da mata e o solo de massape.
A mineração começa no século XVIII,exploração do ouro,prata e pedras preciosas - PRINCIPAIS ÁREAS DE OCORRÊNCIA: Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás. – DESTINO DA PRODUÇÃO: Portugal, mas, como consequência de acordos comerciais, o ouro brasileiro teve, em grande parte, como destino final, a Inglaterra. Toda produção era controlada na cidade do Rio de Janeiro,que superou Salvador e se tornou segunda capital do Brasil.
Observa-se que a distribuição das atividades econômicas pelo território brasileiro é descontínua. Os “espaços vazios” entre as regiões econômicas sugerem a ideia de um “arquipélago” como padrão de ocupação do Brasil.
 No território brasileiro, as marcas das atividades econômicas do passado. As elevadas densidades demográficas nas áreas litorâneas, por exemplo, resultam do padrão de expansão territorial.
A organização da produção, da economia ou do sistema produtivo foi realizada com base no abastecimento do mercado externo. A introdução da grande propriedade agrícola – o latifúndio ou plantation – e da monocultura ocorreu com o objetivo de abastecer o mercado europeu de produtos tropicais e de matérias-primas.
Termos para identifica características do inicio da ocupação do território brasileiro:
• “espaços extrovertidos” refere-se aos espaços geográficos produzidos e organizados para atender o mercado externo. No período colonial brasileiro, os exemplos mais importantes são o espaço da agroindústria da cana-de-açúcar (séculos XVI e XVII), o espaço da mineração (século XVIII), o espaço do café (séculos XIX e XX) entre outros.
• “arquipélago econômico” busca indicar a falta de integração entre as economias regionais que se constituíram como espaços relativamente autônomos de produção e consumo, guardando relações mais estreitas com os mercados externos do que entre si. Aplica-se à economia e à configuração geoeconômica do território brasileiro no início do século XX, marcadas pela fragmentação em “ilhas” regionais, resultantes em grande parte da economia colonial.
O povoamento do litoral, as redes de cidades, a concentração fundiária e a monopolização do acesso à terra, o poder político das elites locais etc.Assim como ocorreu no Nordeste com a lavoura canavieira, a monocultura do café organizou-se em grandes propriedades, a princípio tendo por base o trabalho escravo, e posteriormente empregando trabalhadores livres (assalariados), principalmente imigrantes. Ao avançar mais para o interior da região, o cultivo do café propiciou o aparecimento de médias propriedades. Dos quase 5 milhões de imigrantes que o Brasil recebeu até o início deste século, a maior parte deles fixou-se sobretudo no Sul e Sudeste, marcando profundamente sua vida econômica e social. A preferência por essa região, entre outros fatores, deveu-se à necessidade de mão-de-obra para a lavoura e à necessidade de efetivar-se a colonização do Sul.

Café – Segunda metade do século XIX ao início do século XX. Inicialmente o café foi cultivado noa Vale do Paraiba,devido ao clima úmido e solo arenoso,serra mar o café não prosperou, e acabou se adaptando no estado de São Paulo devido a terra roxa e clima menos úmido. PRINCIPAIS ÁREAS DE OCORRÊNCIA: Rio de Janeiro, São Paulo, sul de Minas Gerais e Espírito Santo, posteriormente se expandiu para o Norte do Paraná e Mato Grosso. DESTINO DA PRODUÇÃO:Europa e Estados Unidos.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

No centro da questão


O texto abaixo visa discutir a redução da maioridade penal, apesar de não fazer parte do viés deste blog. É nosso dever pensar nas questões que permeiam a vida social.

Foi escrito pelo nosso professor Sidnei Ferreira de Vares que gentilmente autorizou a reprodução.

Primeiramente, gostaria de afirmar que não defendo criminosos. A despeito do pleonasmo, pretendo apenas “pensar com a cabeça” e deixar as paixões de lado. Afinal, um tema tão relevante como o da redução da maioridade penal precisa ser discutido. 

Os que defendem a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos assentam-se em dois argumentos, a meu ver, insuficientes: (a) a redução consistiria em uma resposta à impunidade; (b) a redução inibiria a ação de infratores juvenis. Na minha avaliação, ambos os argumentos passam longe do cerne da questão principal: o que, de fato, gera a violência em tão tenra idade? Antes, porém, de analisar esses argumentos, cumpre uma importante informação. Não há, historicamente, notícias de sociedades onde o crime inexista completamente.

Todas as sociedades, em algum grau, apresentam uma taxa de crimes. Evidentemente, existem variações no tempo e no espaço, porém, nenhuma organização social está imune ao crime. Isto tem uma explicação. Sendo a sociedade um espaço caracterizado por normas, regras, tradições, leis etc., algumas transgressões são consideradas crimes. Destarte, a definição de crime pode sofrer alterações tanto do ponto de vista histórico quanto do ponto de vista social. Voltemos, agora, aos argumentos precedentes. 

O primeiro deles, segundo o qual a redução da maioridade penal tratar-se-ia de uma resposta à impunidade, desconsidera alguns dados importantes: os crimes cometidos por jovens entre 16 e 18 anos de idade representam apenas 0,9% dos crimes totais. Isso mesmo, menos de 1%. Ademais, seus defensores ignoram que a maior parte dos infratores juvenis presos em flagrante sofre as sanções previstas pela lei, sendo recolhida à Fundação Casa. 

O fato desta parcela não se recuperar para a vida social não tem a ver com a lei em si, mas com a estrutura precária e ineficaz dos métodos de reeducação destes jovens. Portanto, se o argumento visa atingir a impunidade, é preciso antes encarar o fato de que estes jovens infratores, além de estatisticamente ínfimos, não ficam impunes. O problema é que a ação do Estado é ineficaz naquilo que se propõe: reeducar. O outro argumento, segundo o qual a redução penal levaria a inibição de ações criminosas, é ainda mais frágil. 

Se a lei realmente inibisse o crime, como explicar o número significativo de jovens entre 18 e 25 anos que lotam os presídios no Brasil? Ora, o simples fatos de existirem leis não inibe a ação do criminoso. O grande equívoco desses argumentos é justamente analisar os efeitos e ignorar as causas. Na prática, seus defensores parecem desejar construir a casa pelo telhado, sem se preocuparem com os alicerces. A pergunta primordial, já mencionada, seria: o que levam esses jovens a cometer crimes? Todavia, antes de respondê-la, seria conveniente entender quem são esses jovens, qual o seu perfil. A maior parte deles é pobre, morador da periferia, filho de famílias desestruturadas, sem acesso à cultura, educação e lazer. Sim, alguns podem objetar que muitos jovens nessas condições não cometem crimes. E podemos contra-argumentar que muitos jovens com todas essas condições e outras mais também cometem crimes. Mas a questão não é essa. 

Crimes sempre existirão. Podemos até mandar os criminosos para cadeia cada vez mais cedo. A questão é saber que fatores fomentam o crime. Sabe-se que está é uma questão complexa, pois o crime é um fenômeno social igualmente complexo. Alguns crimes são cometidos por questões passionais, outros por questões de ordem psicológica. Mas existem crimes, a maioria deles, que são cometidos por questões sociais. Em relação a estes, temos o dever de fazer alguma coisa. Nesse sentido, o Estado e a sociedade civil devem oportunizar igualdade de condições a todos. Não, não acho que acabaremos com a criminalidade toda com isto. Porém, penso que reduziríamos sensivelmente as taxas atuais. Colocar cada vez mais cedo jovens na cadeia só escamoteia o que alguns não querem enxergar: as novas gerações não nasceram de chocadeira, elas foram educadas por nós! Vamos fazer de conta que não temos nada a ver com isso?

quinta-feira, 19 de março de 2015

VISITA TÉCNICA: Parque Natural Municipal Francisco Affonso de Mello – Chiquinho Veríssimo



Estive participando de visita técnica com os professores da rede estadual de ensino de Mogi das Cruzes ao Parque Municipal Francisco Affonso de Mello- Chiquinho Veríssimo.

O Parque Natural Municipal Francisco Affonso de Mello – Chiquinho Veríssimo, na Serra do Itapeti, pode ser considerado um grande viveiro da flora e fauna nativas da Mata Atlântica. Com área de 352,3 hectares, o local é hoje ponto de referência para a comunidade científica e um referencial para a comunidade, que participa de visitas monitoradas.

Sua biodiversidade inclui 372 espécies vegetais, entre árvores, arbustos e orquídeas, 207 espécies de aves, 62 de mamíferos e 40 de anfíbios. O Parque possui Centro de Visitantes e trilhas interpretativas.

Informações
Tel.: (11) 4790-3529 / 4790-5142 / 4798-5962
E-mail: parquenaturalmunicipal@pmmc.com.br


Confira demais fotos abaixo:



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